Sobreteima

Dor cáustica.
Ferve,mói,dói…dor.
Arde frio e frágil,rio de sonhos em lágrimas.
Saem feito disperdício ilusões.
Surra,sente e fere tudo o que já foi vida.
Perfura,estilhaça e não morre…dor
que não mata mas alucina,delira e nem farsa
faz disfarçar a agonia cintilando nos olhos,
nos lagos afundados,deprimidos,quase apagados,
quase mortos, mas vivos!
Cala na cara,grita no peito,fala.
Dor que tudo ou nada foi em vão
que até música e notas amargam a existência,
que nem lembra-se de si _ mas de ti.
Dor nas chagas profundas da alma que chora
engole cada pecado do corpo exaurido.
Sorve vestígios,imerge funda na flor de antes,
sofre,range os dentes,cospe feridas,atira socos…e implora.